Se eu mergulho em mim, derramo amor...prazer... ódio... rupturas. Se eu te mergulho, deságuo em fúrias...feras...feridas...e amar. É sobre o encontro de mágoas às vezes, mas em um vigoroso oceano há sempre vida!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
mulher do fim do mundo
Tati Langone o feminismo já foi um movimento de "guerra dos sexos" , sabe😔. Uma ideia que hoje não faz mais o mesmo sentido porque não queremos ser comparadas com homens para sermos exaltadas por isso. Hoje, defendemos que ser a mulher que somos é que deve ser respeitado. O orgulho não é sobre sermos exploradas, exauridas, humilhadas em relações familiares e amorosas que nos destroçam e escravizam. Não, sabe.É sobre enxergar em nós mesmas o nosso lugar de humanidade, exigir a nossa dignidade e o nosso reconhecimento sobre o que já somos. Não precisamos de aplausos e nem de comparações entre pares ou com homens. Ser a mulher que já somos é a nossa causa. Por todas as mulheres e também por todos aqueles que são juntamente conosco marginalizados nesse modus operandi genocida do patriarcado neoliberal. É por nós, mana!♀️💜♀️💜♀️💜♀️💜♀️
sábado, 26 de dezembro de 2020
Existe um acontecimento psicológico chamado de Síndrome de Estocolmo. É o "encantamento" pelo agressor que a vítima sofre, tamanho trauma que lhe acomete. O sofrimento psicológico nesse tipo de transtorno afetivo é indescritível e pode levar a pessoa a conceber, fantasiar (no sentido subjetivo psicopatológico) e até efetivar uma relação "amorosa" com seu agressor. Por isso, é necessário que se discuta os dispositivos de gênero e as redes de violência simbólica em que estamos o tempo todo sendo condicionados e assujeitados. As mulheres sofrem bastante com transtornos diversos após uma violência de gênero (machismo) muito dolorosa, que pode ser impossível de ser significada de modo racional ou compreensível pela lógica de violentado e violentada. Então, é indiscutivelmente lastimável a violência simbólica à qual estamos submetidas. Pode ser esse o caso, assim como pode não ser. Achei interessante levantar essa questão. Muito obrigada por ter compartilhado.♀️❤
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
a uma alma irmã que me fez dizer antes de feliz Natal...feliz renascer em nós
Eu sei, minha querida amiga, que seu Natal está sendo um tanto tristonho. Amar é assim. Amar sente. Amar chora. Amar cisma em ter saudades, em sentir falta. Amar é humano. Amar é também, por tudo isso, divino.
É divino chorar.
É divino sentir saudades.
É divino perceber em nós a falta que um amor inesquecível sempre vai fazer.
Mesmo assim eu lhe digo, que seu Natal seja celebrado no seu coração. Não precisa de festa, nem de exagerada gargalhada para que Deus se lembre que és maravilhosa, uma filha grata, uma amiga compreensiva, um ser humano amável e pessoa leal.
Enfim, desejo que seu Natal tenha uma oração suave, que te faça dormir. Durma com uma bonita certeza: Deus está contigo e com sua família sempre. Que ele renasça em suas vidas sempre.
Um Natal de amor e vida para vcs.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
Compartilho com vocês esse texto lindo do Papa Francisco. ❤
"O Natal costuma ser uma festa ruidosa, há muito barulho. Nos faria muito bem um pouco mais de silêncio, para ouvirmos a voz do Amor
Natal é você, quando decide nascer de novo, cada dia, deixando que Deus penetre seu interior.
O pinheiro do Natal é você, quando resiste fortemente aos ventos e dificuldades da vida.
Os enfeites de natal são você, quando suas virtudes são cores que enfeitam a vida.
O sino do natal é você, quando chama, une, reúne, congrega pessoas.
A luz do natal é você, quando ilumina com sua vida, o caminho dos outros através da bondade, paciência, alegria, generosidade.
Os anjos do natal são você, quando canta ao mundo uma mensagem de paz, de justiça e de amor.
A estrela do natal é você, quando conduz alguém ao encontro do Senhor.
Você também é os reis magos, quando dá o melhor que tem aos necessitados
A música do natal é você, quando consegue encontrar harmonia interior.
O presente do natal é você, quando é verdadeiramente amigo e irmão de todo ser humano.
O cartão de natal é você, quando a bondade está escrita em suas mãos.
A felicidade do natal é você, quando perdoa e restabelece a paz mesmo que ainda esteja sofrendo.
O presépio do natal é você, quando sacia de pão e de esperança o pobre que está ao seu lado.
Você é sim a noite de natal, quando humilde e consciente recebe, no silêncio da noite o Salvador do mundo sem barulho nem celebrações, você é sorriso de confiança e ternura na paz de um natal perene, que estabelece o reino em você."
domingo, 13 de dezembro de 2020
Homens, mulheres, amores ou não.
Um dia chega alguém...ou alguns...e diz que há regras para você se relacionar melhor e a principal é respeitar a "liberdade" do outro de ser quem é.
Porém, as mesmas regras que amparam o outro, nunca servem para você. Se você gosta de chá e o outro de cerveja. O chá parece careta e encalhado, nunca vai ter uma liberdade de verdade....e outros blábláblás.
A cerveja, ah não!, a divina e consagrada. Ela é que é liberdade de fato, seu chá é "controle", é fazer o outro ser "aprisionado". Tem sempre um "deixa ele...deixa ela...deixa ser livre".
Apesar da "liberdade" que você É OBRIGADO A DAR, em troca de migalhas, NUNCA há uma simples empatia de te perguntar: "amiga, isso te incomodou?", "amiga, você está se cuidando?" Ou simplesmente "eu te entendo porque mesmo sem ser como você, eu SIMPLESMENTE te respeito, mulher, tu foi sempre foda pra mim."
Ei, mana...ei, mano...ei, mina...ei, mona...ei, mane...EEEEEI, eu sou mais importante do que qualquer coisa para mim mesma. Você que me conhece não deveria me dizer que eu tenho que "priorizar" ou "preservar" esse ou essa ou isso.
Relacionamentos, flertes, transas...tudo isso É POUCO, é quase NADA, perto da imensidão de una existência.
VOCÊ sabe que eu tenho outros valores, outros interesses. Você sabe que comigo a vida não é distração. Eu nasci INTENSA, INTEIRAMENTE MINHA... que o outro seja de mim apenas mais uma vastidão e eu minha ÚNICA sentença.
Pela atenção e consideração, obrigada.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
A nossa cura está na luta para que qualquer pessoa no Brasil tenha a possibilidade de ser vacinada. Antes de tudo, é preciso IGUALDADE entre nós.
Irei celebrar a vacina sim! Aquela que chegará aos irmãos indígenas, quilombolas e de outras comunidades tradicionais mais afastadas do centro/urbanidade.
Celebrarei sim, a vacina que chegar nas crianças, pessoas e famílias as quais tenham uma pessoa com peculiaridades genéticas e específicas situações de saúde e por isso estejam ISOLADAS de fato há meses, como eu tenho na minha família.
Eu quero celebrar de verdade , meus amigos. Mas não adianta eu tomar a vacina, que sou professora concursada, moradora da região privilegiada e com plano de saúde. Eu sinceramente quero ser contemplada, mas POSSO ESPERAR sabe...a minha urgência tem sentimento de HUMANIDADE.
NÃO VOU ESTAR FELIZ enquanto a vacina for um reflexo do PRIVILÉGIO NOJENTO que nos humilha.
A quem puder tomar a vacina antes de quem realmente precisa, eu desejo consciência. Ser a prioridade nesse caso É ANTES DE TUDO UMA VIOLÊNCIA reproduzida há milênios...
A transformação que eu acredito não foi escrita em nenhum livro de filosofia, não está nas instituições de ensino e não é intelectual.
É uma EMANCIPAÇÃO que brota no coração de quem nasce gente independente da DESIGUALDADE CRUEL e vergonhosamente reproduzida.
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
Infelizmente, há quem pense que estar privilegiado seja a única forma de se proteger da brutalidade de um monstro, ou seja, algumas pessoas acham que se aliar ao inimigo é tipo se proteger do lado dele...quando de fato isso é estar mais perto de quem pode te destruir. Nunca o inimigo da gente deve ser ignorado, sabe. Ao contrário, dar o outro lado da face é saber que ele te humilharia enquanto você o encara de frente sempre em lados OPOSTOS. A cultura, as artes e a população mais prejudicada com governos neofascistas são exatamente do grupo de Marco Monteiro. O que ele está fazendo é dizer que está com medo de perder "privilégios " que sequer tem, são apenas temporárias formas de manipulação e controle sobre ele. Ele está preso e dando a chave que tinha nas mãos de seus juízes. Espero que saibamos para quem devemos dar às mãos nessas horas. Segurar a mão de um cego no tiroteio é humanidade. Estar atrás de um franco atirador, como se isso lhe tirasse do alvo, é diminuir a distância entre seu assassino e sua própria existência. Um suicídio iminente.
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
Menina, pior que a Silvia Federici em "Mulheres e caça às bruxas ", pág. 68, trata exatamente de como a reforma protestante influenciou na estabilização do Estado liberal extremamente misógino. Segundo a autora, na mesma página, Martinho Lutero acreditava que as freiras deveriam casar porque essa era a "vocação máxima " (destaque da autora) de uma mukher. Isto é, no luteranismo mulheres são fábricas de gente e devem procriar. Por certo, a radicalização dessa forma de mentalidade não é nem inédita. Talvez seja um conservadorismo mesmo, como um retorno aos séculos de indiferença em relação ao conceito de dignidade humana, humanidade, humanitarismo e, principalmente, direitos humanos. Quando achamos que a Idade Média era uma visão católica do mundo, na verdade, não observamos que essa forma autoritária de pensamento e religião é o reflexo de um capitalismo em institucionalização. O patriarcado é o núcleo do capitalismo. Por isso, um depende do outro. Onde há homens em dominação de poder, há também vestígios do que o neoliberalismo se mostra descaradamente hoje: genocídio daqueles que não aceitam o poder autoritário do mito de um macho mais poderoso do que tudo.
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
assim, professor. Não é que eu tenha metido a discussão de gênero, é que desde o meu primeiro comentário já estou baseada no que chamo de patriarcado e evoluo argumentativamente como paternalismo. São categorias teóricas de gênero, também. Mas de fato pertencem à historiografia, ao feminismo e à epistemologia decolonial. Por exemplo, eu citei a Gerda Lerner, a Grada Kilomba,a Djamila Ribeiro. Para mim, a discussão sob a perspectiva de gênero nunca rebaixa a discussão analítica contextualizada, ela sempre acrescenta uma visão mais contemporaneizada, talvez. Quando eu coloco, por exemplo, a candidatura de Benedita, enquanto mulher negra e neopentescotal assumida em comparação com a de Renata também uma mulher negra periférica e voltada para as discussões realmente mais progressistas, você pode até dizer que estou sendo de certo modo intolerante religiosa, o que de fato não é. Porque sabemos que o neopentecostalismo está se consolidando enquanto uma política de governo, infelizmente conservador e neofascista. Então, não acho que Tatto seja tão irrelevante, porque ele personalizou o que a própria Gleice Hoffman chamou de "militância do PT" o que me parece personalismo. Nesse mesmo sentido, ainda é preciso dizer que Tatto, Boulos, Edmílson, entre outros são mesmo homens, o que não indica por si o paternalismo patriarcal, como eu já havia dito no outro comentário, uma mulher em Benevides não representa a luta feminista ao contrário é machocêntrica. Os demais candidatos não são machistas? Quem não tem a mazela do machismo em um mundo machocêntrico milenarmente, segundo Gerda Lerner em "A criação do patriarcado " . Também não é sobre uma guerra de séculos, como um feminismo superficial da década de 20 EM diante ...seculo XX. É sobre uma proposta de leitura do mundo para além da lógica centrada na dominação de uns pelos outros, em que a alienação é uma arma sempre em ação. Militares não são bélicos por definição, são pessoas que podem ou não se filiar ao discurso da necropolítica. Deveríamos nós concentrar em ver nossas vulnerabilidade enquanto campo humanitário na política... estamos falando de algo para além de progresso, mas de emancipação. Talvez seja uma utopia esse propósito , mas esse é o lema da educação que eu prático como educadora no ensino básico, por isso costumo ser muito analítica.
Em respota:
Fernando Maués eu só acho que Boulos não tinha nem como deixar de se candidatar para ajudar Haddad porque ele não tinha nem a projeção política, nem a referência pública que o ex ministro da educação tinha. Eu entendo que o PT possa colocar candidatos onde e quando bem entender, isso realmente faz parte da democracia brasileira. Porém, gostaria de uma análise mais realista sobre o que se trata de política partidária, política de coligação, política de representatividade coletiva e política de personalismo (tradicionalista). O que eu chamei de cirismo/cinismo é a incapacidade de se juntar a fim de derrotar neofascismo e conservadorismo, para além de qualquer outro propósito. Veja o exemplo da região metropolitana de Belém, Benevides elegeu uma mulher, que não representa a luta feminista, ao contrário é machocêntrica. Lá não houve qualquer reunião de forças "progressistas". Por que não fazer por onde tanto se precisa? Por que deixar Tatto disputar com Boulos onde o neofascismo é dominante. Por que aceitar Benedita como representatividade, se o esforço de quem não consegue sequer imaginar ela como antineopentecostalismo é até imenso. Querer mostrar que tem ainda muita força nas capitais e no país não é sobre política democrática, mas sobre política personalista e tradicionalista (para não dizer conservadora). Se flertarmos com o que é estruturante no paternalismo, estamos entre vestir a camisa de uma política com vontade de representar a nova era, o século XXI, ou manter certas tradições porque isso é importante. E eu te pergunto: para quem é importante manter certas práticas políticas brasileiras? Me parece, sim, coisa de paternalismo do século XX. Assim eu penso, sem querer ser a única proposta de discurso sobre a atual situação política brasileira porque não sou ninguém para me colocar nessa discussão de forma teórica, já que não tenho nenhum diploma em ciência política. Mas, tenho um lugar de fala com o qual me disponho a debater.
A pergunta:
Hilda Freitas O PT tem direito e legitimidade de ter candidatos onde ele bem entender. Não é a desistência do PT que elege ninguém. Isso, para mim, é o mesmo chororô cirista. Boulos não deixou de concorrer a presidência para ajudar o Haddad, com toda a razão. Querer que qualquer político ou partido abra mão de suas candidaturas é cirismo puro. O PSOL vem fazendo melhor justamente porque não faz esse tipo de discurso antagonizando com o PT. Vai lá, movimenta as bases, ganha o eleitorado. Isso é política. O resto é choro.
E mostrar ao cirismo/cinismo patriarcal que "identitarismo" não só importa como também é a chave para revolucionar por meio de espírito de juventude, que não se trata de idade mesmo. A juventude espiritual NÃO TEM MEDO DE REALMENTE se desconstruir, não tem medo de dialogar com as várias tribos, não se envergonha de ver que está antiquada e precisa de novidades, não se humilha à toa quando chamada a responder por seus equívocos. Essas vereanças são uma certeza: machismo, racismo, neoliberalismo e discriminações de sexo, gênero, etnia, classe social entre outras, devem ser SUBVERTIDAS. Quando Djamila Ribeiro ou Grada Kilomba só escuto reverberar um quilombo de mulheres que dizem não ao silenciamento, ao controle sexual, ao apagamento histórico e epistemológico, à repressão das nossas próprias revoluções. Toda essa "minoria" é a única fonte de transgressão ao "neoliberalismo neofascista neopentecostal" uma representação clara de como as vozes que sempre quiseram ser as donas da história estão com medo de nunca mais nos emudecer.
terça-feira, 3 de novembro de 2020
Olho os homens, geralmente brancos, ao meu redor, que estão em suas motos ou seus carros. Tenho 32 anos, sou concursada há 4 anos, trabalho em minha carreira de professora desde 2011 e nunca consegui sonhar em ter um carro. Sempre ajudei a minha família financeiramente, sempre me senti responsabilizada pelos problemas alheios à fim de me comprometer afetiva e financeiramente com situações que são provenientes de outras pessoas e não minhas. Sigo, para ser sintética, o exemplo da minha mãe. Ela nunca teve um guarda-roupa que tenha comprado para si mesma porque comprava tudo da casa dos pais, em que os irmãos ou qualquer outra pessoa poderia manusear, quebrar ou depreciar porque por ser do dinheiro de trabalho de 12h em pé no comércio que ela fazia, era visto como pouco. EU QUIS ROMPER ESSA ESCRAVIDÃO. Sinto como se o senso de fraternidade da família patriarcal do judaico-cristianismo seja de fato como uma mentalidade escravizadora de mulheres. Sinto isso na pele. Vejo muitas mulheres se responsabilizarem sozinhas por seus filhos, por seus afilhados, por seus netos, por seus bisnetos...tudo recai sobre nossos ombros enquanto os homens têm o direito de terem o quiserem, serem o que quiserem, fazerem o que qiiserem, sentirem o que quiserem, mandarem onde quiserem, mudarem até as leis... Há nessa realidade incontestavelmente milenar, de ao menos 6 milênios, de acordo com o estudo historiográfico de Gerda Lerner em "A Criação do Patriarcado", VIOLÊNCIA DE GÊNERO. Existe uma ancestralidade misógina que naturaliza a escravização das mulheres. Então, romper com esse "destino", transgredir essa tragédia é uma reparação histórica muito íntima. Necessitamos arrebentar até mesmo as nossas correntes já que há certo privilégio, indiscutível, na relação interracial, entre gêneros, intersexual e entre classes na interação das mulheres. Precisamos muitas vezes perceber até nossos privilégios a fim de cortar o "cordão umbilical" que nutre o patriarcado em nós, o que se pode definir também de dispositivo materno-amoroso, como denomina Zanello. Então, é isso. Na dor de uma, a outra se sente e se aproxima para que se curem juntas.
terça-feira, 27 de outubro de 2020
DISSIDÊNCIA OU A ARTE DE DISSIDIAR
Há hora de somar
E hora de dividir.
Há tempo de esperar
E tempo de decidir.
Tempos de resistir.
Tempos de explodir.
Tempo de criar asas, romper as cascas
Porque é tempo de partir.
Partir partido,
Parir futuros,
Partilhar amanheceres
Há tanto tempo esquecidos.
Lá no passado tínhamos um futuro
Lá no futuro tem um presente
Pronto pra nascer
Só esperando você se decidir.
Porque são tempos de decidir,
Dissidiar, dissuadir,
Tempos de dizer
Que não são tempos de esperar
Tempos de dizer:
Não mais em nosso nome!
Se não pode se vestir com nossos sonhos
Não fale em nosso nome.
Não mais construir casas
Para que os ricos morem.
Não mais fazer o pão
Que o explorador come.
Não mais em nosso nome!
Não mais nosso suor, o teu descanso.
Não mais nosso sangue, tua vida.
Não mais nossa miséria, tua riqueza.
Tempos de dizer
Que não são tempos de calar
Diante da injustiça e da mentira.
É tempo de lutar
É tempo de festa, tempo de cantar
As velhas canções e as que ainda vamos inventar.
Tempos de criar, tempos de escolher.
Tempos de plantar os tempos que iremos colher.
É tempo de dar nome aos bois,
De levantar a cabeça
Acima da boiada,
Porque é tempo de tudo ou nada.
É tempo de rebeldia.
São tempos de rebelião.
É tempo de dissidência.
Já é tempo dos corações pularem fora do peito
Em passeata, em multidão
Porque é tempo de dissidência
É tempo de revolução
(Mauro Iasi)
#umachanceprajuventude
#léoreis50456 #PSOL
#eleicoes2020
domingo, 25 de outubro de 2020
O que me causa FÚRIA é saber que essa gente está em seus carros particulares, andando todo dia de ar-condicionado ligado, com a casa higienizada por outras pessoas , com os filhos estudando por meio de internet "acessível", com família resguardada, com planos de saúde pelos quais pagam até regalias. Covid não mata mesmo esses podres... mata a gente que é vulnerável... em casas em que um cômodo abriga 5/6/7, de faixas etárias diferentes...com a limpeza sendo feita depois de exaustivas horas de trabalho, de transporte público e de alienação neoliberal na mente, dizendo que "vem aí , blackfraude"... Nós compramos a porcaria da produção desses vermes...nós sustentados a ostentação desses abutres...é em cima do nosso corpo que eles têm as mesas tão fartas que cai farelo para que "animalizados" salivemos. A gente não tem só fome mais. A gente tem vontade porque SOMOS humanos também. Humano quer, deseja, ama. Porém, também odeia, mata e quebra tudo. Quando um deles é sequestrado, morto, assaltado, vitimado de latrocínio SOMENTE um pensamento me vem à alma, a minha alma me grita, "TEVE O QUE PLANTOU!". Eu sei que é errado ser radical, dessa forma. Minha ética sai pela saliva nessas horas. Enquanto o imbecil que se acha o presidente diz "não!" à chance de vida...nós estamos entrando para os números. Somos somente números mesmo. Como diz o abutre branco supremacistas "bilhões, bilhões, bilhões " e muitos não se comparam sequer a uma vespa.
Francisco é um papa latino-americano, que quando era cardeal na Argentina ia ao encontro de pessoas em situação de rua e marginalização para oferecer um mínimo de dignidade...ia às madrugadas para que não fosse reconhecido. Andava de transporte público. Fez os primeiros banheiros públicos do Vaticano apropriados (com toda a estrutura digna) para banhos, higienização de pessoas desabrigadas, sem tetos, em situação de abandono familiar ou em situação de rua. Modo de sobrevivência de tantas pessoas neuroatípica, como esquizofrênico dentre outros. Seu acolhimento político da União Cívil (Casamento Civil) de cônjuges homoafetivos é uma revolução política de um estadista autêntico e contemporâneo às necessidades do nosso tempo. Não há nisso qualquer deturpação teológica, senão uma reparação histórica à população lgbtqi que existe, ama, mantém sua família em laços incontestavelmente afetivos, amorosos e humanos. A civilização do século XXI merece uma liderança religiosa com a postura ética de Francisco que retoma à tradição socrática, equânime, idealista e humanista. O preceito desse ser humano é a humanidade, essência de uma pessoa integral para a sobrevivência e combate ao NEOFASCISMO neoliberalista!
terça-feira, 20 de outubro de 2020
Qual é o problema da colonização? Achar que tudo é igual a única referência que se enxerga diante do nariz...a própria! Quando chamam Evo de tirano, ditador, fazem-no apenas por QUANTIDADE DE ANOS. MUITA BURRICE achar que isso por si só já garante um Estado tirano. Os dois anos de Temer no Brasil, por meio de um GOLPE PARLAMENTAR-LOBISTA-MIDIÁTICO foi MUITO mais tirano do que os 32 anos de Fidel como primeiro ministro em Cuba. Os 2 anos do miliciano, fazedor de rachadinha, no Brasil estou piores do que os 13 do governo ABSOLUTAMENTE ameríndio, contextual, na Bolívia. O problema da visão COLONIZADA é achar que todos são como a si mesma: EXPLORADORA, DOMINADORA, NEOLIBERAL, IMPERALISTA, ETNOCÊNTRICA, AMERICANIZADA OU EUROPEISTA, BRANCOCÊNTRICA, PATRIARCAL. Não, colonizados! É exatamente por causa de Evo que Arce se torna presidente. É para libertar a verdadeira identidade boliviana, ameríndia, que EVO enalteceu desde o seu primeiro pronunciamento. Quem vive sem COLONIZADOR GOLPISTA, NEOPENTESCOSTAL MACHOCÊNTRICO é a América do Sul. Aqui vai ter guerra se vcs vieram tentar colonizar de novo!
#VivaVenezuelaDeMaduro
#VivaChavez
#VivaUruguaiDeMujica
#VivaBrasilDeMarielle
#LulaLivre
#EleNão
#BolsonaroGenocida
#ForaBolsonaro
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
fraternidade?
Eveny Da Rocha Teixeira pois é competindo por um prêmio. Eu disse que achei espontânea porque é muito comum nessa situação acontecer...quase um reflexo em algumas situações... notei a agressividade da outra, muito agressiva e sintomática, porque ela é repetitiva por isso que eu achei instantânea. Sabe isso para mim é sinal da cultura em que vivemos... É muito propagado que se deve competir entre pares(?). Então, acaba inflamando mesmo feridas... Eu acho que nossa cultura é muito egocentrada... esse eu ferido entre ambas...para mim, é a natureza da gente. Brigando pra preencher o que é vazio sem solução.
Eveny Da Rocha Teixeira pois é competindo por um prêmio. Eu disse que achei espontânea porque é muito comum nessa situação acontecer...quase um reflexo em algumas situações... notei a agressividade da outra, muito agressiva e sintomática, porque ela é repetitiva por isso que eu achei instantânea. Sabe isso para mim é sinal da cultura em que vivemos... É muito propagado que se deve competir entre pares(?). Então, acaba inflamando mesmo feridas... Eu acho que nossa cultura é muito egocentrada... esse eu ferido entre ambas...para mim, é a natureza da gente. Brigando pra preencher o que é vazio sem solução.
sobre mitos, tragédias...narciso, zeus...sobre viver na era do hedonismo radical e outros vícios
A diferença entre narcisismo e hedonismo parece não existir na cultura ocidental contemporânea.
Quando leio a tragédia de Narciso sendo contada como se fosse uma história de alguém que se "apaixona" por si mesmo, que praticamente se idolatra(talvez), isso me deixa intrigada.
Narciso nem se conhecia, não sabia o que via, defrontou-se com um abismo (a imagem de si) - recorrendo aqui à proposta interpretativa de Nietzsche que elucida o aparente paradoxo ao entender que olhar fixamente para os monstros pode torná-los algo familiar, pois são como abismos refletidos...
Digam se não parece essa a situação em que se encontra Narciso, que morre... (ou se suicida...quem sabe?) ???
Narcisismo parece um termo colocado no mesmo sentido que hedonismo, que é muito mais romano do que grego. Muito mais romântico do que trágico.
Me parece que sofremos de um tempo hedonista radical em que o prazer é levado ao seu ápice. Mas isso não é bom. O prazer radicalizado é tirano, autoritário, controlador, ditatorial.
Parece mais com um outro personagem da tragédia de Narciso, o pai de Narciso, o ESPETACULAR Zeus, o famoso, o belo, o forte, o sedutor, o maravilhoso líder do Olimpo. O cara da mitologia grega, profundamente hedônico por sinal. Um mito mesmo.
Todas as besteiras que ele fazia eram "perdoadas" pela sua mulher (ciumenta, famigerada, megera) que castigava os filhos de adultério dele, como fez com Narciso.
Mas eu também tenho uma visão disso, sabe... Sei lá, talvez a Hera fosse só uma mulher que proclamava tragédias, como um oráculo, embora nesta fase da civilização as mulheres já tivessem sido fortemente distanciadas da divindade, pois a era dos patriarcas já havia se espalhado nos anos 4,3, 2 antes de Cristo (aproximadamente entre 400 e 100 a.c.).
Perto perigosamente da era judaico-cristã que chegará interpretando ao seu modo tudo que enxerga pela frente.
Ah, os romanos... não só a língua "socializaram", mas dominaram até os sentidos das coisas...
Bom...é isso.
Queria saber o que vcs acham dessa proposta de acepção dos termos narcisismo e hedonismo que eu tenho?
Boa noite, meus amigos!
Queria só explicar para o editorial do El País que "votos ocultos" nesse caso não quer dizer, urnas "piratas", que trump está colocando no país "mais"(?) democrático do planeta, vulgo estados unidos, o paladino da ditadura cruel neoliberal que está golpeando a democracia sul-americana desde 2010. Então, eu queria deixar bem claro que "votos ocultos" deve ser BEM EXPLICADO como INESPERADOS...deus sabe por quem... no caso, a imprensa que é muito democrática por causa dos patrocinadores que apoiam demais essa lógica algoritimica das redes sociais. Então, a sugestão de fraude que supõe a chamada é um ato falho do editorial. Infelizmente, deveria ser mudado se se quer tratar de América do Sul com olhar contextualizado e não colonizador que isso é antiquado e cheira mal...tipo imprensa passa pano pra golpismo neoliberal/neofascista.
heteronormatividade
Isso nem é heterossexualidade compulsória, sabe. Esse conceito está fora dessa situação. O nome disse é heteronormatividade que eu chamo de compulsória, isto é, a lógica do dominador/ativo x dominado/passivo na prática do sistema e do que representa Estado como governo no patriarcado. Para essa lógica, se necessita de um ídolo redentor que salve da merda...tipo a Branca de Neve, a Bela e a Fera, o populismo, a lógica de Estado-nação, Pai ou Mãe que faz tudo pelo filho. Essa ideia de dependência que não é nem sociológica, nem dialética, mas escravização em prol de uma cultura de dominação/governo para supostamente "organizar" a sociedade, está bem visível na epistemologia clássica (grega) em Aristóteles no livro "Ética a Nicômaco ", um pai que ensina ao filho, ou na lógica do pastor, ou na lógica da cantiga de amor/amigo, ou nas novelas de cavalaria, satirizada pela poesia de Cervantes em Dom Quixote. É uma reprodução de uma pré-humanização proposital pela qual se dicotomiza, reparte em dois lados, se binariza o olhar para a vida, tem sempre o bem e o mal, o herói e o vilão, a mocinha pra ser salva, o policial e o ladrão, o professor e o aluno, o marido e a mulher... infelizmente as tiranias desde o início da civilização sempre usaram desse dispositivo: vulnerabilidade do ser humano. Dizer que há um leviatã...e torná-lo a via para o troféu do deus. Isso é o sistema machocêntrico milenar.
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